quinta-feira, julho 26, 2007

POEMA!?!?!?



Pouco tempo passou
E tanto mudou.
Segundos fraccionados em decimas
E de repente em milésimas.
A água sai como uma bala
Entrou em terreno que não lhe pertence
Que grande malvada.
Tudo se resumiu a um simples,
Estreito, chato e matreiro
Cano furado por um calceteiro.
Calceteiro que trabalhou a sua arte,
Mas estragou o tubo escarlate
Que se meteu no caminho.
Refrescante, não obstante.
Mas fodido naquele instante.

4 comentários:

gasolina disse...

hum... muito Herberto...

Deixo um beijo.

Bernardo Moura disse...

Eu diria muito Merderto.
Bj

RIC disse...

Eis que um cano que rebenta dá azo a um poema, masi coisa menos coisa. Jamais teria a presença de espírito, sobretudo se fosse afectado pela água em curso livre...
És observador!
Abraço! :-)

Bernardo Moura disse...

Caro Ric,
é mesmo "mais coisa menos coisa" do que um poema.
Abraço