sábado, fevereiro 03, 2007

PASMO













«Suíça: Tribunal admite suicídio assistido a doentes mentais»
"O Tribunal Federal da Suíça abriu a possibilidade de pessoas com graves doenças mentais serem ajudadas por médicos a porem termo à vida..."* (Fonte D.D.)

Mas que mundo é este?
Como é que se pode deixar que um doente mental, pessoa que não tem faculdades para fazer decisões sem a ajuda de outrém, decidir recorrer à eutanásia?
Acho que é das notícias mais chocantes que últimamente li.
Para mim é um acto de pura desumanidade por parte de quem se lembrou de tal, dá a entender que querem ter uma sociedade constituida só por pessoas "normais".
Que crueldade.

*o texto todo pode ser lido no 1ºcomentário

4 comentários:

Bernardo Moura disse...

Suíça: Tribunal admite suicídio assistido a doentes mentais

O Tribunal Federal da Suíça abriu a possibilidade de pessoas com graves doenças mentais serem ajudadas por médicos a porem termo à vida, conquanto tenha indeferido, em concreto, o pedido que deu origem à sentença.
A Suíça já permite o suicídio assistido por médico a doentes terminais em determinadas circunstâncias. O novo acórdão do Tribunal Federal, conhecido na sexta-feira, coloca as doenças mentais ao mesmo nível das físicas.

«Tem de se reconhecer que uma grave perturbação mental permanente e incurável pode causar um sofrimento similar ao de uma doença física, tornando a vida insuportável a quem sofre doença prolongada», afirma o acórdão.

«Se o desejo de morrer se baseia numa decisão autónoma que leva todas as circunstâncias em consideração, então pode ser prescrito sódio-pentobarbital a uma pessoa mentalmente doente e ser ajudada no suicídio», acrescenta a decisão jud icial.

Existem na Suíça várias organizações que se dedicam a ajudar pessoas que q uerem cometer suicídio e a assistência no suicídio não é punível, desde que não exista «uma motivação egoísta».

Os juízes sublinharam que têm de se verificar certas condições para que a ajuda ao suicídio seja considerada justificada.

«Tem de ser feita uma distinção entre a vontade de morrer que é expressão de uma desordem psiquiátrica curável e que exige tratamento e aquela que resulta de uma decisão séria, ponderada e permanente que merece ser respeitada», indica o acórdão.

A decisão foi suscitada por um homem de 53 anos com uma grave desordem afectiva bipolar que pediu ao tribunal que o deixasse adquirir uma dose letal de pentobarbital com receita médica. Na circunstância, o pedido foi rejeitado pelo tribunal, que exigiu um fundamentado relatório médico sobre o estado do paciente.

Assim, embora estando teoricamente aberta a possibilidade do suicídio assistido de pessoas mentalmente doentes, permanece a dúvida sobre se algum médico estará preparado para receitar a injecção letal a um doente com grave doença mental incurável.

A comissão nacional de ética médica da Suíça não conseguiu, na sexta-feira , dar resposta a esta questão.

Diário Digital / Lusa

Alberto Moura disse...

Para já não cosigo comentar porque estou a digerir a notícia.
É muito pesada e dura de roer.

Alberto Moura disse...

Para já não cosigo comentar porque estou a digerir a notícia.
è muito pesada e dura de roer.

RIC disse...

Políticas eugénicas à boa maneira nazi, e logo na Suíça?!
Por que razão será que não me admiro nem um pouco?...