sábado, fevereiro 24, 2007

HOMENAGENS NUNCA SÃO DEMAIS











Sobre a mira de uma pistola
saiu-lhe um coelho da cartola.
Sacou da caneta
E escreveu o que parecia uma treta.
Com pistolas e canhões apontados
Os resultados cada vez eram mais avultados.
Rodeado por terroristas
Lançou-se para as pistas.
Escreveu, escreveu
até que o sistema morreu.
Entretanto cantou, embalou
e ensinou.
De grande genialidade
Transmitiu sempre serenidade.
O ciclo da vida não o poupou
e o levou.
Fisicamente não nos atende
Sua obra mantêm-no presente, ajuda crede.

24-02-2007

De Bernardo Moura em homenagem a José Afonso

2 comentários:

GMaciel disse...

Bravo, Bernardo, pela coragem de recomeçar e pela ousadia do mote.
Gostei muito e quero ler mais, pode ser?
abraço

Bernardo Moura disse...

Espero que sim e não vir a defraldá-la!
Abraço!