domingo, junho 24, 2007

POEMA




Os reis da sabedoria
Vivem tristes e sem alegria.
Constroem panelas e panelinhas,
Fazem esquemas e estratagemas.
Fazem péssimas omoletes,
As vidas deles estão estampadas nas retretes.
Tristezas ambulantes,
De fatos cinzentos e irritantes.
Compram brigas com todos,
Tentam-se mostrar gordos,
Mas são tão magros de sabedoria
Que se não fosse tão triste
Até me ria.
Triste teia que constroem,
Vivem do que moem.
Mas da vida pouco
Retirarão.
Infeliz gente do NÃO.

7 comentários:

gasolina disse...

Mordaz, visceral, corrosivo.
Verdadeiro.

A imagem tenebrosa vai muito bem.

Bernardo Moura disse...

Obrigado!

Ógnito Inc. disse...

Está engraçado. Faz-me lembrar um certo povo...

Bernardo Moura disse...

Que povo, ou melhor sociedade restrita será?

Miss Alcor disse...

Genial Bernardo!

Bia disse...

Gostei muito!

Bernardo Moura disse...

Queridas Miss e Bia,
muito obrigado!
Bjs