quinta-feira, junho 14, 2007

CONVERSAS COM... MARIA PORTO (4ªParte)


Maria Porto: como arranjavam 'pitas'
Eu: e não pensas utilizar isso para os foder?
Maria Porto: jamais
Eu: porquê?
Maria Porto: não estamos a falar de gente inofensiva
Eu: eu sei
Eu: mas há limites
Maria Porto:
Maria Porto: mas hoje tenho 19 anos
Maria Porto: e quero esquecer algumas coisas
Eu: ninguém é dono do mundo
Maria Porto: enquanto mexermos na merda não deixa de cheirar mal, certo?
Eu: o que queres esquecer?
Eu: era este tipo de pergunta que eu falei em cortina e barreira
Maria Porto: a minha falta de princípios de antigamente
Maria Porto: é uma das coisas que quero enterrar
Eu: antes de continuar
Maria Porto: o saber que no fundo fui uma cabra em vários sentidos,que o dinheiro era o meu ar
Eu: destas perguntas só vou publicar o que tu deixares
Eu: primeiro vou-te mostrar o artigo montado
Maria Porto: don´t worry, se eu quiser não respondo
Eu: achas que não tinhas escrupulos?
Maria Porto: não acho
Maria Porto: é uma certeza
Eu: dá-me um exemplo
Maria Porto: aos 16 anos conheci um cliente, que julgava que eu tinha 18
Maria Porto: era de Guimarães
Maria Porto: paraplégico
Maria Porto: rico
Eu: sim
Maria Porto: ele estava impossibilitado de fazer sexo
Maria Porto: por causa de ser paraplégico
Maria Porto: então queria apenas mimos e coisas assim
Maria Porto: com o tempo ficou com a ilusão que estava apaixonado
Maria Porto: porque eu era a única pessoa que lhe dava atenção...
Maria Porto: por 200 euros a hora...
Maria Porto: ele tinha 58 anos e queria exclusividade
Eu: sim
Maria Porto: eu sabia que jamais ele iria pedir-me para me mudar para casa dele, por causa da família e blablabla
Maria Porto: a sorte estava do meu lado
Maria Porto: deu-me dinheiro para um apartamento ao pé dele
Maria Porto: julgando que eu tinha 18 anos
Maria Porto: podia comprar casa
Maria Porto: não comprei
Maria Porto: comprei um telemóvel novo
Maria Porto: nunca mais o vi
Maria Porto: ele nunca soube o meu nome verdadeiro
Eu: achas que conseguias resolver esse "problema" agora?
Eu: visto que és uma pessoa conhecida e explicar-lhe
Maria Porto: hoje já nem sei o nome dele, não me lembro da cara, do nome...
Maria Porto: As pessoas para mim eram euros
Eu: calculo
Eu: e agora?
Eu: as pessoas continuam a ser euros?
Maria Porto: agora eu sou euros para algumas pessoas...
Eu: sim, o verso da medalha
Maria Porto: claro
Eu: no entanto voltaste a trabalhar
Eu: e quando tens clientes que só querem mais afecto que sexo como é que te sentes e actuas?Maria Porto: normalmente. Já não tenho 15 anos
Maria Porto: tenho 19, e sinto-me com 30
Eu: porquê?
Maria Porto: porque já vivi muitas vidas
Maria Porto: a Maria, a Joana, a Anita... e blablabla
Eu: "muitas vidas"? Explica-me melhor
Eu: tu sentias-te actriz?
Eu: ficavas mesmo uma Joana, Maria, Conchita?
Maria Porto: sim
Maria Porto: hoje eu daria uma excelente actriz
Eu: não te sentes a viver ainda um pouco como actriz?
Maria Porto: agora já não
Eu: sentes que és totalmente TU?
Maria Porto: sem duvida
Eu: nunca chegaste a um "encontro" e era um familiar ou amigo?
Maria Porto: LOL
Maria Porto: não, nunca aconteceu
Eu: trabalhaste todo o tipo de fatiches e maluqueiras que não passam pela cabeça de muitos?Maria Porto: sim, claro
Eu: dá-me um exemplo
Eu: bizzaro
MariaPorto: para mim não é nada bizarro
Maria Porto: mas ok
Maria Porto: era comum mijar para a boca de alguém
Maria Porto: suponho que isso seja 'bizarro'

4 comentários:

António Sabão disse...

Muito interessantes estas conversas!
Fico a aguardar por mais!
abraço

Bernardo Moura disse...

Ainda continua!
Abraço

Capitão Merda disse...

E tem-se ficado pelas conversas, Bernardo?
:)

Bernardo Moura disse...

Claro meu capitão!