Termina às 20h de 16 Mar 09 - Ver [AQUI].
Se o vencedor for leitor do Cuaoléu, já sabe que terá direito a um prémio adicional.
Termina às 20h de 16 Mar 09 - Ver [AQUI].
Se o vencedor for leitor do Cuaoléu, já sabe que terá direito a um prémio adicional.



Às vezes apetece parar.
Apetece ir para um lugar bem distante para reflectir sobre tudo.
Nunca é possível fazermos o que realmente queremos?
Estaremos sempre dependentes de alguma coisa? Dinheiro, aprovações e eu sei lá?
Quando é que alguém se sente, mesmo livre?
Será que a liberdade existe mesmo?
Não quero ofender ninguém. Falo numa liberdade diferente da LIBERDADE que usufruo e que prezo muito.
Mas..gaita! Porque é que tem que ser tudo tão direitinho, tão apromadinho, tão cheio de protocolinhos? Porquê?
Já repararam que cada vez menos fazemos o que nos dá prazer?
E porquê?
Porque temos imposições.
Somos condicionados por milhares de coisas.
Formamos rotinas dentro da rotina e raramente nos permitimos a quebrá-la, porque isto ou aquilo pode acontecer e até mesmo fazer ruir tudo, como se de um castelo feito de cartas se tratasse e o facto de se mexer numa, das cartas, o castelo cai.
A vida não pode ser assim.
Uma vida assim é uma prisão.
Presos a isto, aquilo e a mais não sei o quê.
A prisão ganha proporções maiores quando não nos identificamos com o nosso trabalho.
É rara a pessoa que consegue trabalhar no que gosta. Uns levam numa boa, porque o que interessa é o dinheiro no fim do mês na conta e acabam por cumprir mais ou menos as suas funções. Outros não levam numa boa e passam o tempo, angustiados, a sonhar com o dia em que vão trabalhar em algo que lhes dará gozo e por consequência proporcionar um melhor serviço à entidade para quem trabalham, ou para eles mesmos se trabalharem por conta própria.
O que é que uma pessoa, que lutou quatro anos para que o seu negócio desse frutos e quase não teve férias, faz quando fecha o negócio? Resigna-se e anda para a frente. Custa? Muito. Que fazer? Andar para a frente. O trabalho que o espera é o que gostaria de ter? Não. Jamais. E então? Paciência. Nada a fazer. Trabalhar nisso e levar a vida.
Mas..e se essa pessoa não gosta de “levar” a vida, o que faz? Não sei.
Se essa pessoa gosta de ter uma vida e não uma vida levada, que faz? Não sei.
Ora..humm..
YA!




A resposta à pergunta «Quanto indica a balança?» deverá ser dada [aqui] até às 20h de quarta-feira, dia 4 Fev 09. Se o vencedor for leitor do Cuaoléu, já sabe que ganhará um prémio adicional.

Em ti.
Nos teus.
No país.
No planeta.
Na via láctea.
Quando achares que está tudo perdido, repara no que de novo surgiu nesse dia. Uma notícia, uma planta, um carreiro de formigas, qualquer coisa e vês que não tens nenhuma hipótese de afirmar que tudo está encalhado e acabado.
Olha bem nos olhos dos teus mais queridos e diz-lhes algo simpático. Não te caí nada.
Repara na tua sociedade e aprecia o que tem de bom, não fales sempre do que está mal.
Reflecte sobre o planeta que vives, vais te aperceber de quão perfeita a nossa natureza é.
Move a cabeça. Olha para o céu e imagina a actividade que se passará no exterior do teu mundo e verás como é fascinante cá estar.
Penso constantemente, porque é que não escrevo nada que realmente me agrada?
Se eu identifico os textos bons dos maus, se eu e todos o conseguem, porque é que não hão-de começar pelos maus? Cheios de lugares comuns, pirosises, banalidades e porcarias em geral?
Afinal, quando aprendemos a escrever não tivemos todos de aprefeiçoar a letra? Quando começamos a andar, não tivemos que melhorar o equilíbrio? No fundo é uma questão de equilíbrio. Encontrá-lo. Quando nos sentimos equilibrados, estamos seguros. Na escrita é o mesmo.
Equilibrar a escrita.
Até lá, vamo-nos esforçando por não nos estatelarmos no chão. É certo que vamos cair, tropeçar e o malhanço é inevitável. Paciência. Havemos de lá chegar. Chegaremos ao ponto que nos sentimos confortáveis para continuar.
Nessa altura, há-de vir sempre alguém dar-nos encontrões. É a triste realidade. Ou porque a inveja se manifesta ou por puro gozo. Sim, puro gozo. Há-os que só conseguem ter prazer e sentir-se satisfeitos quando vêem os outros mal. Deve amenizar a estupidez que lhes foi cinada. Paciência. Nada a fazer. Apenas não dar crédito, é o melhor a fazer.
Contudo, temos de ser realistas e ouvir. Ouvir os que sabem e têm a frontalidade de nos dizer: “ Não és talhado para isto. “. Temos mais é que aceitar e trabalhar em algo novo. Descobrir algo que nos dê o mesmo ou mais prazer.
Para quem escreve, pinta, dança, compõe e etc.. é muito importante que esteja rodeado de pessoas honestas e com sapiência, que saibam dizer, sem rodeios: “ O que fizeste é uma treta. “.
Acredito e sei que é difícil ouvir tais comentários. Mas só nos fazem bem. Quem os diz é sincero e amigo. Faz com que acordemos de uma ilusão e passemos à realidade.
Como eu gostava de saber escrever.