terça-feira, abril 17, 2007

POEMA














Acordei.
Tudo parecia diferente.
Abri a porta
E ninguém estava na rua.
Tudo parado.
Não havia carros a circular.
Toda a gente tinha desaparecido.
Caminhei.
Caminhei em direcção do nada.
Não ia a lado nenhum.
Apenas me apeteceu caminhar.
Os pássaros estavam parados
Nos ramos das arvores,
Os cães olhavam para mim
E baixavam a cabeça
Com desinteresse.
Caminhei e caminhei.
Não via ninguém.
Cheirava bem,
Não conseguia perceber
A que cheirava,
Era uma mistura de pólen
Com poluição velha.
Parei.
Estava a ficar cansado
E sentei-me.
Olhei para as janelas dos prédios,
Não havia ninguém.
Calmamente peguei num cigarro,
Fumei-o.
Levantei-me e caminhei.
Caminhei e caminhei.
Livremente.
Sentia-me completamente livre,
Estranhamente livre e relaxado
Como há muito não me sentia…
Acordei.

6 comentários:

Bernardo Moura disse...

Será um poema ou um texto? Não sei como lhe chamar. Pfffff.... Não é importante.

Sarracenia purpurea disse...

Gostei muito :)
Também eu gostava de, por vezes me sentir assim livre, e andar por ai, só eu, e mais ninguém...
beijinho***

Anónimo disse...

Bom não sei quem seria o POLUIDOR de AMBIENTE.
FUMADOR.
Tem dó.
touaqui42

Bernardo Moura disse...

Cara Sarracenia purpurea,
obrigado!
Bjs.

GMaciel disse...

É um poema, Bernardo, e lindo.
A poesia não tem que rimar obrigatoriamente, basta que mantenhas esta forma muito bonita de mostrar a tua alma e o que sentes em determinado momento. E este é simplesmente, lindo! A sério!

Bernardo Moura disse...

Querida Graça,
não sei como te agradecer. Deixas-me sempre "sem jeito".
Muito obrigado!
Beijos