quarta-feira, abril 18, 2007

POEMA



O Vento quando acorda,
Entra pelas frinchas das janelas e das portas
Sem pedir licença.
Descobre entradas que ninguém imaginava existir.
Os assobios que provoca são curiosos,
Não se sente mas tem-se uma sensação fria.
Dá vontade de voar para debaixo dos cobertores,
Quentes e suaves.
Junto de uma lareira com lume forte,
Sentimo-nos seguros, resguardados e quentes.
Enquanto o vento penteia as árvores
E lhes arranca as folhas secas.
Quando pára forma-se um silêncio esquisito,
Parece que alguém colocou o mundo em pausa.
Levantamo-nos dos cobertores e
Vamos espreitar lá fora.
O sol está a brilhar, quente,
Agradável.
Fechamos os olhos e viramo-nos
Em direcção ao sol.
Parecemos gatos parados a aquecer ao sol.
Sentamo-nos em qualquer lado
E apenas nos deliciamos
Com a temperatura morna
Nos nossos rostos e pensamos:
“Ainda bem que cá estamos!”

2 comentários:

GMaciel disse...

É isto mesmo, Bernardo. Captaste o que todos sentimos de uma forma brilhante.
Estou a gostar desta tua veia que dizias não ter.
:)

Bernardo Moura disse...

Querida Graça,
eu estou surpreendido comigo. Acho que foi o facto de deixar de ter vergonha!:)
Beijos.