domingo, abril 22, 2007

POEMA










Estava deitado.
Ali num canto, sossegado.
O espaço não era muito confortável,
Não me importei.
Queria descansar,
Só descansar.
Mas o barulho era muito,
Demais.
Virei-me para a parede.
Comecei a reparar nas fendas da parede,
Para me abstrair.
Não consegui.
Virei a cabeça para o outro lado.
Estava estafado.
Olhei e vi,
Vi-a.
O sono sumiu.
O coração saltou.
Um frio na barriga.
Deixei-me estar parado
A observar.
Linda, linda de morrer.
O sorriso aberto,
Transbordava de felicidade.
Os olhos verdes, brilhantes.
O cabelo liso, comprido.
Vestida de uma forma descontraída.
E eu, ali.
Ali meio deitado, meio sentado
Parado.
Não tinha mais reacções,
Só admirava.
Nem me passava pela cabeça levantar.
Pensei, vou lá.
Não.
Vou.
Fui.
Caminhei calmamente.
O chão estava frio,
Eu descalço nem me importei.
Sentia-me seguro,
Inseguro.
Seguro.
Estava lá.
A dois passos dela.
Abri a boca,

E ....
Chegou o companheiro dela.

4 comentários:

Anónimo disse...

INSÓNIAS , ILUSÃO E DESILUSÃO.
BEM È UM POEMA.
Touaqui42

Bernardo Moura disse...

É.

GMaciel disse...

Aldrabão, aldrabão, aldrabão!!!
Tive de escrever três vezes para perceberes que, ao contrário do que dizes, tens veia para isto e que escreves e descreves muito bem os sentimentos e emoções de qualquer um de nós.
Está lindo, Bernardo, está mesmo, não é lamechice ou graxa.
Parabéns e continua.

Bernardo Moura disse...

Querida Graça,
obrigado!
Eu não sou aldrabão, começaram a sair, simplesmente.
Contudo acho que ainda sou muito, muito verde no que toca a poemas.
Beijos