terça-feira, janeiro 30, 2007

DROGAS, NÃO OBRIGADO!




















Tenho lido muitos artigos preocupantes sobre o crescimento elevado da taxa de consumidores de álcool e de drogas.
Também assisto com frequência a situações que me incomodam. Vejo os jovens, aos fins-de-semana, a beberem e a consumir drogas desalmadamente para ficarem rapidamente sob o efeito das mesmas.
No caso especifico do álcool assisto a vários jovens a beberem bebidas tipo “shot” e outros cocktails de bebidas destiladas como quem anda há vários dias no deserto sem água e finalmente a encontra. Não demora meia hora e estão quase em estado de coma e com a noite estragada. Repetem o ritual todos os fins-de-semana, até que chegam a um ponto que não conseguem passar um fim-de-semana sem apanhar uma bebedeira e a isso pode-se chamar alcoolismo.
O caso das drogas é tão ou mais grave que o do álcool. Está na moda consumir cocaína. A cocaína vicia. Muita gente argumenta que não, mas depois dão por ela que não conseguem fazer determinadas coisas e estar em determinados sítios sem antes consumir cocaína. Falo da cocaína por ser a droga que está na moda, como atrás referi, mas as outras mais leves ou mais pesadas tem a mesma consequência: a dependência.
Li uma estatística sobre consumos:em que é que os portugueses gastam mais dinheiro? É em álcool, tabaco e drogas. É muito preocupante.
Eu consumia álcool socialmente até que passou a ser diariamente, tomei consciência do que estava a fazer a mim mesmo e parei totalmente de beber. Divirto-me na mesma, ou mais. No meu caso específico, andei muito, mas muito próximo de me tornar um dependente.

Felizmente parei a tempo.

9 comentários:

cássia disse...

a maioria das pessoas pensam que o álcool ou as drogas ajuda o divertimento ou a esquecer problemas, mas enganam-se.. muito pelo contrário, só complica ainda mais! eu não julgo quem o faz, está na consciência de cada um saber aquilo que quer para a sua vida. o problema é que nem todos pensam da mesma maneira

Bernardo Moura disse...

Querida Cássia,
gostaria que explicasses melhor a tua última frase.
Bjs.

cássia disse...

nem todos pensam que não é preciso beber nem se drogar para se divertir ou resolver problemas, não sei se fui muito explicita. bjs

Tongzhi disse...

Há um aspecto que me preocupa particularmente. É que os jovens começam a beber não por necessidade ou por prazer, mas por afirmação. É que os que não bebem são, de certa forma, marginalizados. Tive esta confirmação há pouco num colóquio que se realizou na minha escola. Se há alguns que resistem, há outros que de "deixam" ir...

Bernardo Moura disse...

Querida Cássia,
Foste bem explicita!
Bjs.

Caro Tongzhi,
É esse o problema. Os jovens começam a beber cada vez mais cedo porque senão são "marginalizados" pelos outros.É um grande problema da nossa sociedade e de todas as sociedades ditas desenvolvidas.Não sei qual será a formula para resolver este problema mas que tem que existir uma forma tem e rapidamente porque esta "nova" geração não terá uma longa vida.

RIC disse...

... A eterna psicologia da carneirada: ou és do rebanho ou estás feito... As razões dessa necessidade patológica de pertença prendem-se fundamentalmente - na minha modesta opinião - com todo um conjunto de valores que foram parar ao caixote do lixo, apenas porque eram «marcas dos cotas»...
Bem, agora descalcem o par de botas... Talvez os cotas e os seus valores possam dar uma ajuda...
Abraço!
:-)

Bernardo Moura disse...

Caro Ric,
Espero poder dar uma ajuda.
Por isso é que coloquei este post.
Abraço

Bernardo Moura disse...

"Cerca de 36% dos condutores que morreram em acidentes rodoviários, em 2005, tinham uma taxa de álcool no sangue acima da permitida. Este foi um dos números anunciados ontem, na Assembleia da República, por Rogério Pinheiro, director-geral de Viação, durante o debate "Jovens e Álcool", promovido pela Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas (ANEBE)."

Jornal de noticias de 31-01-2007

lino disse...

30% dos peões atropelados mortalmente estavam alcoolizados

Cerca de 30% dos peões atropelados mortalmente durante o ano de 2006 estavam alcoolizados, revelou esta terça-feira o director-geral de Viação, manifestando-se preocupado com uma situação considerada «pouco espectável».
«Isto mostra que temos de dirigir as nossas acções para uma franja que não estávamos à espera», afirmou Rogério Pinheiro, mostrando-se «preocupado» até porque muitas vezes surge o «dilema de quem é que é responsável, se o condutor, se o peão».

O director-geral de viação falava à margem do debate «Jovens e Álcool - Tipologia de consumo, relação com a sinistralidade rodoviária e sensibilização para comportamentos responsáveis» que decorreu em Lisboa.

Rogério Pinheiro apontou os jovens como «protagonistas muito grandes da sinistralidade», com o álcool nem sempre na origem, mas como factor «potenciador de comportamentos de risco já associados a esta faixa etária».

Durante o debate foram revelados os resultados de um estudo levado a cabo por Carlos Farate, professor no Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra, realizado durante nove meses com 700 jovens entre os seis e os 18 anos que frequentaram os centros de saúde da região de Coimbra.

De acordo com Carlos Farate, o estudo evidenciou «o modo como o consumo de bebidas alcoólicas está associado aos comportamentos de risco, como comportamentos violentos e situações impulsivas».

«A proximidade entre os consumos de substâncias psicóticas e os comportamentos impulsivos, que podem levantar questões de identidade e falhas no processo de adaptação social», é também um factor demonstrado pelo estudo.

Diário Digital / Lusa

30-01-2007 18:11:24