sexta-feira, outubro 09, 2009

GRIPE H1N1 A


Há algo que "não bate a cara com a careta", na forma como o Ministério da Saúde decidiu aplicar as 40.000 doses, experimentais, da vacina contra o vírus H1N1 A (Gripe A).
Faz-me muita confusão que as primeiras 40.000 pessoas a tomarem esta dose, friso, experimental, que faz delas cobaias, sejam os grupos, considerados, de risco. Grávidas, idosos e crianças.
Colocando a real hipótese de estas doses terem efeitos secundários maus, é extremamente grave a escolha dos grupos de riscos.
Ora vejamos, as grávidas além de sofrerem elas os efeitos o feto também é de imediato afectado. As crianças viverão com eles o resto da vida e os idosos podem nem sequer vir a saber o resultado.
Concluindo, em que ficamos?
Deixamos que "brinquem" com a nossa saúde?

5 comentários:

ki disse...

Acho que não há resposta certa para isso - é-se preso por ter cão e preso por não ter OU olhas para o copo meio cheio ou meio vazio...
Aliás, na vida nada é preto ou branco...tudo é relativo...e tudo depende da forma como "olhamos" e esta depende da nossa vivência. Assim, o importante é haver liberdade e informação.

No fim de contas as pessoas NÃO são obrigadas a vacinarem-se. Que haja nuita e BOA informação que permita às pessoas optarem pelo que entenderem ser o mais correcto.

E já agora, como parte de divulgação de informação, espreita este vídeo legendado em PT:

http://www.youtube.com/watch?v=qi1X8UcTw3I

Apenas para fazer pensar...

bjs
ki

lino disse...

Convém esclarecer que as doses que vêm para Portugal não são experimentais. Os testes já foram efectuados há 2 meses e a vacina já vem sendo aplicada nos Estados Unidos e na Inglaterra há mais de um mês.
Abraço

BERNARDO MOURA disse...

Amiga Ki,

obviamente que depende de nós, se queremos ou não tomar. Eu não a tomo. A não ser um último recurso, ai a história é outra.

Quanto ao video, já o conhecia. Mas é bom ter deixado o link para quem não conhecer.

Bjs

BERNARDO MOURA disse...

Caro Lino,
permita-me discordar consigo. É experimental ainda. Sei-o de fonte segura, porque a razão que me fez escrever este post foi após ter tido uma conversa com um médico muito reconhecido em Portugal e internacionalmente. E não me parece, de forma alguma que ele me fosse dizer o que transmito neste post sem estar plenamente seguro do que diz.
Quando a já ser administrado nos Estados Unidos e em Inglaterra não retira o factor experimental pelo contrário, está a ser feito de uma forma experimental há já algum tempo, para que quando for alargado aos outros países haja conhecimento de efeitos secundários.

Abraço

andreia vilhena disse...

Bem, eu estou na lista prioritária de vacinação e de facto não vou vacinar-me.
Foi-me confirmado ontem mesmo pelo médico obstetra que de facto a vacina que vão usar é experimental e que nós, o tal "grupo prioritário", seremos sim as cobaias, e que os efeitos secundários podem ser graves. Qualquer pessoa que esteja na lista PODE recusar-se, obviamente, a ser vacinada. Mas é tudo uma questão de pontos de vista, lá está.
Pessoalmente, não quero arriscar a saúde da minha filha com uma vacina cujos efeitos finais são desconhecidos. Prefiro prevenir-me seguindo as recomendações de higiene e etc.
E que me desculpe quem discordar, mas acho que a gripe A está mais para um negócio do que para uma pandemia.