domingo, novembro 11, 2007

DOMINGO


Não há nada melhor do que alguns Domingos de Outono.
Dormir horas demais, que proporcionam excelentes pesadelos. Que de tão bons, ficamos parvos com a capacidade que o nosso subconsciente tem, de nos fazer viver minutos de cenas que fariam inveja a um qualquer Hitckock.
A alegria com que nos erguemos da cama é fora do comum. Tomamos um duche, ainda a produzir fragmentos de sonho e quando damos por ela, estamos vestidos e bem preparados para um dia cheio de actividades.
Arrastamo-nos pela casa. Sentamo-nos na mesa. Levantamo-nos e pensamos: “ Humm! Vamos fazer o quê? Neste Domingo que o tempo e o aspecto de tudo é “Pink Floyd”?” e a resposta surge, clarinha: “NADA!”.
Passamos o dia a tentar fazer alguma coisa de útil, mas algo de mais forte não permite. Apenas nos permite ficarmos parados a olhar para o ecrã da TV e resmungar: “PORQUÊ?PORQUÊ?”. Nisto, é noite. Apesar de serem cinco e meia da tarde.
Conformados, olhamos para o que está à volta e pensamos: “Que se F***!”.

6 comentários:

Cláudia Ribeiro disse...

Pois! Quando não tenho jogo, os meus Domingos são mesmo passados assim. E tão bem que sabe.

Tongzhi disse...

Quem me dera...
Este que acaba agora, foi passado a ver testes e trabalhos. Eu sei, sou parvo :)

Bernardo Moura disse...

Eu no texto falo em alguns Domingos. Não me refiro a todos.
Há alturas que queremos fazer determinadas actividades e não podemos, noutras apenas queremos não fazer nada e não podemos.
Enfim, foi um desabafo.

Bernardo Moura disse...

Não sei é se foi bem desabafado, mas deixem para lá.

Carlos Medina Ribeiro disse...

Que diabo! Então a laicidade já chegou ao ponto de ignorar o S. Martinho?!

Valha-nos o António Barreto que, no «Público de ontem», fez honras ao santo...
e ao vinho português!

Paula Raposo disse...

Eh eh eh boa descrição!!