
Existem determinados temas de discussão na nossa sociedade que nunca saem de moda.
Um deles é a prostituição.
Muitos jornalistas sentem-se atraídos por este tema e tentam explorá-lo à exaustão.
É curioso que surgem como vagas, vão e vêm! E quando vêm, parece que abafam os restantes temas da ordem do dia. Porquê? É simples, porque o ser humano é muito curioso.
Muitos necessitam de ouvir os relatos de quem se prostitui para realmente conhecer um mundo diferente do deles. Outros, ouvem para poderem encontrar argumentos para
“desfazer” mais em quem sobrevive a vender o corpo.
Vivemos uma época em que cada vez mais se complicam as relações humanas e este tema em particular proporciona a muitos puritanos horas de discussão sobre a moral.
Claro que, como em tudo, existem os radicalismos de ambas as partes. Uns desmistificam demais e outros complicam demais.
De todas as entrevistas que ouvi e li nestes últimos tempos, encontrei um ponto em comum. Todas essas pessoas gostariam de ver a prostituição legalizada. A maioria argumenta que seria muito mais higiénico, que a sua integridade física seria salvaguardada e que poderia manter a cabeça erguida perante a sociedade.
Reflectindo neste tema, coloco a questão aos leitores:
- A prostituição deve ser legalizada?