segunda-feira, março 30, 2009

LEILÃO

Formato A4
Aguarela

A partir de.. Agora, esta pintura está aberta a licitações.
Não é imposto um valor mínimo.
Amanhã às 23h45 p.m. o leilão acaba e a pintura será enviada para quem "lançar" a maior licitação.
Para o envio, é necessário que enviem a morada para medinamoura@gmail.com, e será uma "entrega à cobrança".

Vamos a isto!

O LEILÃO TERMINOU.
O NOVO PROPRIETÁRIO DA PINTURA EM AGUARELA É :

ARMINDO GUIMARÃES

(peço que me envie a morada para onde devo enviar para o e-mail medinamoura@gmail.com)

BOTA SENTIDO


Não escolhas as urgências do Hospital Santo António, parece que entras no terceiro mundo.

Dá um passeio de helicopetero.

Vê os Simpsons, sempre.

Se tencionas largar os preservativos, devido ao que disse o Papa Bento XVI.. ah.. humm.. aproveita e vai-te injectando com agulhas usadas e brinca com toda a merda que encontrares. Resumindo, tás numas de quinares.

Ao pedido de arquivamento do caso Freeport.

À campanha eleitoral, camuflada, que estão a fazer.

Não deixes de dizer que estás chateado, quando realmente estás.

Manda cartas.

Passa um dia a dizer "bom dia" a toda a gente.

Diz "agradecido", para não seres "obrigado" a fazer o que não queres.

Curte-te.

sexta-feira, março 27, 2009

POST ABERTO

ESPAÇO ABERTO!

VALE TUDO!

MENOS PONTAPÉS NOS T..! :)
Alguém decifra isto?
A RESPOSTA deverá ser dada no Sorumbático. Como sempre, se o vencedor for leitor do Cuaoléu, já sabe que receberá um prémio adicional.

quinta-feira, março 26, 2009

É que se calhar ..

"Ai e mai num sei quê."
Ai? E mai num sei o quê?
Porquê?
Se pensas que é com um "ai e mai num sei o quê" que resolves alguma coisa, é melhor esperares sentado. Sim, sentadinho. E de preferência numa boa cadeira, para não ficares com o rabo quadrado.
Ou achas mesmo que com o teu "ai e mai num sei o quê" que resolves as atrocidades que por ai vez?
É que estou-te mesmo a ver a gritar: "Ai e mai num sei o quê" e os hospitais passam a ter as condições mínimas para tratar os pacientes. Dá-lhes uma epifania, aos tachistas do ministério da saúde e de repente começam a agir humanamente. É? Ou quando vez um palerma no transito a limpar o vidro do carro com jornais e a atirá-los para o chão. Dizes: " Ai e mai num sei o quê" e acende-se uma luzinha na cabeça desse palerma, ele anda dois passos e deita no contentor. É? Vês um energumeno a bater numa criança, voltas a berrar: "Ai e mai num sei o quê" e ele para e não volta a repetir. Também é?

No fundo, todos dizem: "Ai e mai num sei o quê" à espera que tudo se resolva.
"Fazer alguma coisa? Hei pá! Não vale a pena. É só chatices e não dá em nada.".

Pensam todos assim e o planeta gira, os pássaros cantam e o país vai girando, também, para um buraco que não vai interessar a ninguém ter o trabalho de lá tirá-lo.

Deixemo-nos dos "Ai e mai num sei o quê".

TEMPO PARA MÚSICA



A FINE FRENZY - " YOU PICKED ME "

quarta-feira, março 25, 2009

Jogo do Galo - Curiosidade

Como pode haver alguém que ainda não saiba, aqui fica uma curiosidade:
Se o 1.º jogador colocar o seu símbolo numa das 4 casas dos cantos (1, 3, 7 ou 9), o 2.º jogador só tem algumas hipóteses (mesmo assim, apenas de empatar) se responder na casa do centro (a 5).
Caso contrário, o 1.º jogador (desde que tenha alguma atenção) ganha sempre.
Actualização: ver o jogo que decorreu no Sorumbático [AQUI], em que o 2.º jogador consegue forçar um empate contra um adversário que começa na posição vantajosa da casa 1.

terça-feira, março 24, 2009

Mapa do metro de Lisboa traduzido (!?)


Gentilmente enviado pelo amigo Antunes Ferreira

(clicar sobre a imagem para ampliar)

domingo, março 22, 2009

PORTUGAL DENTRO DE ...


Num estado catatonico, quase, ergueu-se!
Algo ou alguém lhe tocou no ponto certo.
Milagroso, quase, ergueu-se!
Olhos há anos cerrados, quais cadeados, abriram-se.
Estupefacto, quase, ergueu-se!
As pernas pareciam carregadas, presas, mexeram-se.
Sorriso, quase, ergueu-se!
Levantou o pesado corpo, de pé, caminhou.
Bocejo, quase, ergueu-se!
Recuperou o fôlego, deitou fora o catarro milenar.
Gritou, quase, ergueu-se!
Gentilmente ordenou a saída dos esfomeados.
Estava erguido!

sábado, março 21, 2009

Quem é capaz de decifrar isto?
Ao primeiro leitor que apresentar a decifração completa desta charada será atribuído, como prémio, um livro policial. Evidentemente, terá de explicar, também, todos os passos que deu.
A resposta deverá ser dada no Sorumbático, havendo, como sempre, um prémio adicional se o vencedor for leitor do Cuaoléu.

sexta-feira, março 20, 2009

POST ABERTO

ESPAÇO ABERTO!

VALE TUDO!

MENOS PONTAPÉS NOS T..! :)

quinta-feira, março 19, 2009

DIA DO PAI


É difícil escrevermos sobre uma pessoa em que nos revemos em tudo, mas vou tentar.
O meu pai é o meu melhor amigo.
É dos seres humanos mais humano que conheço.
Tem um profundíssimo amor pela VIDA!
Sempre que conversamos aprendo algo novo, sempre! É um sábio e ele sabe-o.
É uma pessoa cativante. O leque de amigos é vasto. Tem o dom de cativar as pessoas independentemente da sua idade, através da sua forma honesta, terra-a-terra, humorística, séria, relaxada e um sem fim de formas de estar.
Sabe e quer sempre saber mais.
É das pessoas que dá mesmo a roupa do corpo se alguém lhe pedir.
É..é o Quico! O Sr.Alberto! O Dr.Medina! O Sr.Moura! O Mestre! O Quicómetro! O meu balhote!
É GRANDE, mede um metro e sessenta e nunca conheci ninguém tão GRANDE como ele.

Se um dia eu conseguir ser metade do Ser Humano que ele é, fico muitíssimo feliz!

Meu pai,
és o meu melhor amigo. Partilhamos tudo. Somos unha e carne. Sou um dos teus frutos e tenho o maior dos orgulhos nisso. A minha gratidão para contigo será infinita, pela forma como me educaste, por tudo o que me ensinaste, por me teres apoiado sempre, incondicionalmente em todas as fases boas e más da minha vida.
Pai! És o PAI dos pais!

Amo-te muito!

Um enormíssimo abraço e beijo do teu filho,

Bernardo

quarta-feira, março 18, 2009

Quem é capaz de decifrar isto?
Ao primeiro leitor que apresentar a decifração completa desta charada será atribuído, como prémio, um livro policial. Evidentemente, terá de explicar, também (tim-tim por tim-tim...), todos os passos que deu.
A resposta deverá ser dada no Sorumbático, havendo, como sempre, um prémio adicional se o vencedor for leitor do Cuaoléu.

terça-feira, março 17, 2009

O Sorumbático deve comemorar hoje a visita n.º 750.000. Assim, sugere-se a quem se deparar com esse número (no respectivo sitemeter) que faça o print-screen e o envie, juntamente com morada, para sorumbatico@iol.pt. No caso de se tratar de um leitor do Cuaoléu, já sabe que receberá um prémio adicional.

segunda-feira, março 16, 2009

BOTA SENTIDO



Os cães nem sempre mijam na rua.
A cinza nem sempre cai no cinzeiro.
As cabras nem sempre fazem "mée".
A minha cadela mia quando se espreguiça. Isso preocupa-me.
Os dentistas nem sempre são maus.
Nem sempre há coisas para dizer.
Jogar ás damas é divertido. Mesmo que percamos com miúdos de 5 anos.
Por vezes a carne de porco sabe a vaca.
Ás vezes dói a barriguinha.
As salsichas de soja sabem MAAAAAAAAL.
Nem toda a gente sabe pintar.
Nem todos os carros são verdes.
Nem tudo o que luz é ouro. Ás vezes é lâmpada.
Se a vida te dá anões, faz construções.
Quem tudo quer, não é burro.
Entre marido e mulher, mete o que te apetecer.
Em casa de ferreiro, tudo porreiro (pá).
Em Abril, construção civil.
Indo eu, indo eu, a caminho de Viseu, encontrei um passarinho, que me cagou e me f...lixou.
Onde cabem cinco, cabem cinco.
Em casa onde não há pão, não vale a pena ter manteiga.
Diz-me com quem andas, dir-te-ei que não me interessa.
Há mar, há mar, há ir e afogar.
A galinha da vizinha é melhor que a vizinha.
A vozes loucas, XANAX com elas.
Ladrão que rouba ladrão é um bocado cagão.
Mais vale um pássaro na mão, do que dois a cagar.
Finalizando, vou andando, que esta vida é um putedo, senhor Alfredo!






Oh meu Deus, escrevi um palavrão...... Foda-se!





Dois! Merda!


Aaaargh, ca****.



Parou.

Silenciou.

Publicou.

Desligou.

domingo, março 15, 2009

Quanto indica a balança? Passatempo com prémios

Termina às 20h de 16 Mar 09 - Ver [AQUI].

Se o vencedor for leitor do Cuaoléu, já sabe que terá direito a um prémio adicional.



SALADA DO DIA

Um violino na cama

Antunes Ferreira
… que,
a bem dizer, ele nem era violinista. Arranhava as cordas do instrumento que, em certos momentos, protestava, com chiadeira pior do que dobradiça enferrujada. Em tais alturas, o arco só não disparava flechas porque não as tinha. Sebastião Mesquita, o que era – era bancário, numa agência no Conde Redondo. Porém, o seu hobby era a rabeca.

Coisa interessante: «A Rabeca» era um jornal de Portalegre, terra dos seus avós, onde até colaborara o José Régio. Mas que, pelos vistos, nada tinha a ver com as pautas, as claves e as semifusas. A música do periódico era outra. Não é que tivesse sido leitor habitual. Mas, recordava-se do velho Aníbal Mesquita recordando episódios de que a Censura permitira a publicação em letra de forma.

Adiante. Há um ano, promovido a gerente, fora colocado na Morais Soares. Má altura, já se navegava na crise, chegavam da Wall Street notícias preocupantes, o seu banco – seu, é forma de dizer, de uma gente naturalmente endinheirada e naturalmente complicada – estava a passar um péssimo bocado, mau era insuficiente, com os fiscalizadores à perna e os clientes em alvoroço.
Na agência, era ele quem pagava as favas. As pessoas, exaltadas, furiosas e, sobretudo receosas pelo futuro, descarregavam sobre os ombros do gerente, ou seja, ele, tudo o que lhes traziam as preocupações, para dizer a verdade, os medos. Bem se afadigava em explicações do que era inexplicável, bem tentava passar-lhe justificações – que não justificavam nada. Uma lástima.

Solteiro desde que viera ao Mundo, filho único, perdidos os pais uns anos atrás, não tinha ombro onde chorar as mágoas, sequer mesmo só para se encostar. Duas namoradas tinham ido à vida, uma descobrira que não gostava mesmo nada de violino, qualquer que fosse. Ao fim de quase seis anos, fora demasiado. A outra que se lhe seguira – pior. Ia a casa dela de quando em vez, para uma que outra bebida e pouco mais. Um dia, a empregadita abrira-lhe a porta e em pânico dissera-lhe que a menina não estava.

Mas estava. Descobrira-a na cama, lençóis pelo chão, um emaranhado de pernas, seios e pelos, com outra. Isso mesmo, outra. Se tivesse sido um, ainda poderia ter compreendido. Uma, é que era lixado.Recolhera a armação córnea indevida, que teimava em erguer-se, e recolhera a penates, jurando nunca mais se meter em tais trotes. Para mulheres, já lhe chegava. E como não tinha inclinação para os homens, fechara o postigo.

Restava-lhe o violino. Que, apesar das agressões de manuseio de que era vítima, pelo menos, nunca o atraiçoara, não era então que o iria fazer. Refugiara-se na caixa de ressonância, dedicara-se às cordas, acariciara o arco. No fundo, reconhecera que o amava, mais do que a outra coisa ou pessoa. Não era um querer platónico. Tocava-o, tocava-lhe e ele não protestava, sempre submisso, sempre à sua disposição, sempre empolgante. Adormecia, mesmo, com ele ao lado, estático, mas pronto a reagir a qualquer carícia musical.

Uns quantos meses idos, entrou-lhe um senhor de aspecto modesto, mas arranjado e simpático, na agência. A subgerente, que estava ao balcão, depois de ter trocado umas palavras com ele, chegou-se à secretária do Sebastião, ó Mesquita, o homem era canteiro, agora dono de um estaleiro em Pêro Pinheiro e quer um empréstimo. Tem gente que o abona. Leninha, tu sabes, isto está mau para crédito, ainda por cima pessoais. Mas, vamos lá ver o que o sujeito pretende exactamente.

Alongou-se a conversa - entre Senhor Fernandes e sente-se, vamos tentar arranjar-lhe alguma coisa. Senhor doutor, é a vida que me salva, a minha e a da família, cinco filhos ainda ganapos, o Senhor deve saber. Sebastião não lhe disse que não tinha descendentes, muito menos mulher, nem se referiu ao violino. O importante era ajudar o senhor Victor Fernandes a salvar-se e ao aglomerado familiar.

Passava na rua um funeral, a carreta carregada de doirados e do morto, coroas de flores, ramos envolvidos em papel de prata, fitas e laços a condizer. Não gosto, não vou nem a velórios. Mas o senhor doutor já se deve ter habituado a isto, é o caminho para o Alto de São João, até cremações lá fazem. Que sim, que se habituara, que nem era bom pensar, mas que ele, Mesquita, não ia nessas coisas. E não tinha jazigo. Para debaixo da terra, senhor Fernandes, para debaixo dos torrões.

Senhor doutor, que raio de conversa que eu havia de puxar. E, olhando à volta, para ver se a subgerente já se tinha afastado, o senhor doutor desculpe, mas é uma treta fodida. Pensemos noutras coisa mais positiva e menos arrepiante. Olha para o que me havia de dar. Se por acaso precisar de um pesa papeis em mármore de Estremoz, de uma fruteira em lioz branco, tenho muito prazer em ser-lhe prestável. E o crédito já a caminho, em bom ritmo.

Passados uns tempos, o senhor Victor ditava ao seu canteiro mais habilidoso os dizeres de uma lápide funerária. Em pouco mais de seis semanas, Sebastião Mesquita apagara-se.
Fora-se o amigo violino, depois do bancário ter tropeçado num cancro no pâncreas. Carcinoma ou algo assim, arrevesado, lhe comunicara o especialista no IPO, quando o senhor Fernandes lá o fora visitar, estava já nas últimas. Doença maldita, filha da puta.

Ó patrão, como é que se escreve esta porra estradivários? Joaquim, toma atenção, que o senhor doutor, paz à sua alma, bem a merece. É Stradivarius. S-t-r...

(Também publicado em http://aminhatravessadoferreira.blogspot.com/ e http://splish-splash.blogspot.com/)

És forte?

Vivemos muitas vezes situações que nos deixam em "baixo".
Aos olhos dos outros, muitas vezes, parece que estamos a pedir atenção, que estamos egoístas e um sem fim de estadios que podem fazer com que as pessoas achem que estamos menos mal do que realmente é. Todos estes estadios são penosos e só cada um é que sabe pelo que passa.
Uma das defesas das pessoas, que se sentem em "baixo" é pensar na sorte que têm, fazendo comparações com outros indivíduos, que se encontram em situações bastante mais penosas. Uma forma de egoísmo, esta? Talvez um pouco. Ou não. Vivemos baseados em comparações.
O vídeo que se segue mostra a força da VIDA. A vontade e capacidade de um individuo não se deixar estar em "baixo".

sábado, março 14, 2009

sexta-feira, março 13, 2009

POST ABERTO



ESPAÇO ABERTO!

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quarta-feira, março 11, 2009


LINHAS TORTAS

O Senhor do Bonfim

Antunes Ferreira
S
enhor do Bonfim é bom nome para restaurante. Por isso, entrei. Um empregado, atenciosamente, indicou-me uma mesa, toalha vermelho escuro, quase grená, guardanapo azul carregado. Pratos muito simples, lineares, sobre o quadrado, arredondado. Castanhos e vítreos. Talheres também modernos, bom design, baços. Conjunto excelente. Coisa fina. Começava bem, o caso.

Cavalheiro, aqui tem o cardápio. Gajo brasileiro, pois claro. Hoje, em Portugal, pode dizer-se que mais de metade dos empregados de mesa são garçons. Ou seja, primos afastados pelo oceano, mas chegados. Aqui. Enquanto folheio o menu, meto fala com o rapaz. Então donde é? Do Brasil. Isso já eu sei. Pela maneira de falar… Pois, se o Senhor quer saber, eu lhe digo: do Paraná, Curitiba, mais precisamente de Campo Largo. Onde se faz vinho, suco de uva e freeze. E cai neve. E eu: e as cataratas de Iguaçu? Ele, afivelado um sorriso sacana: continuam lá…não emigraram. Malandro. Bom.

Dentistas e, sobretudo, futebolistas completam o time. Diz quem sabe que entre legais e clandestinos há mais de 150 mil por estas bandas. É a vingança sobre o Cabral, na galhofa… Uma boa parte trabalha, outros encostam às boxes, há de tudo, bom e mau. Até assaltantes de bancos. Estes, felizmente em minoria. Actores dos dramas da imigração de fala portuguesa, juntamente com cabo-verdianos, angolanos, guinéus, moçambicanos, sei lá que mais.

Muitos vivem em favelas a la portuga. Bairros clandestinos lhes chamam por cá. Ou de lata. No negrume dos guetos lembram-se que vieram iludidos por uma vida melhor. Perderam o pandeiro e o reco-reco, trocaram-nos pela guitarra. É o fado, triste fado, de quem nasce desgraçado, melhor fado não terá; pouca sorte, desde a vida até à morte…, cantava a Amália. Samba, nem de uma nota só.

Sou engenheiro civil, já estive diversas vezes no imenso País verde e amarelo, umas em serviço, outras em turismo puro. Adoro viajar, principalmente no País Irmão, como dizemos. Mas em Curitiba nunca estive. Rio, São Paulo, Santos, Porto Alegre, Belo Horizonte, Santa Catarrrina, Manaus, até em Itapecerica da Serra, vejam lá. Pertinho de gigante paulista, local de clube de fins-de-semana, churrascos e chope.

É o que lhe digo. A ementa, esquecida na mesa, não se mete na conversa. Compreendeu que a estória fia mais fino e sabe de certeza feita que a sua hora chegará, então terá a sua oportunidade. O Senhor quer um aperitivo? Ia uma caipirinha. E refiro a Anísio Santiago, a Havana. O Senhor conhece, já vi. É uma das melhores. Mas, me perdoe, mas não tem cachaça. Homessa, não há aguardente de cana? Tem, mas de Cabo Verde.

Não é a mesma coisa, definitivamente. É mais pró grogue de noss’terra. Mas, mesmo assim, arrisco. E encomendo uma caipirinha caprichada. O rapaz abre-se num sorriso, e repete o Senhor conhece, já foi no Brasil, vou fazer o meu melhor. Ao lado está outro, camisa branca, calça negra, como este, impecável. Oi, Sérgio, traz pró Senhor uns cajuzinhos torradinhos, uma delícia. Estou com a minha gente.

Este segundo chama-se Leovigildo, natural de Ribeirão das Neves. Com que então, mineiro? Pois não, Senhor. E mais um “o Senhor conhece”? Explico que tenho Amigos ali, foram de Angola para lá depois da independência da antiga colónia africana. Mas - provoco-o - diga-me lá, mineiro é político, não é empregado de mesa… Sérgio que volta com a caipirinha em bandeja lustrosa, pires com cajus tostadinhos, alarga a cepa arranhada, esse cara é um mineiro fajuto…

Caímos os três na risota, há só mais cinco fregueses, dois casais e um sujeito lingrinhas, como o da Casa da Mariquinhas, que comem sossegada, pacificamente, isto costuma estar mais composto, mas, o Senhor sabe, a crise anda por aí, neste caso dá tempo para conversar. Desfio saudades do Brasil – e das mulatinhas reboludas. E que mais isto e que mais aquilo, e as piranhas secas e envernizadas, de pisa-papéis, e o Sambódromo, e o Perímetro do ABC e os bicheiros. E o Pai de Santo. E Iemanjá.

Num instante estou outra vez no Maracanã, um Fla-Flu dos velhos tempos, o escrete na Suécia 1958, eu estive lá, com o beneplácito do Vicente Feola, o Gordo, conheci lá o Gilmar, o Didi, o Vává, o Pelé, o Zagalo, o Garrincha, o verdadeiro Mané das Pernas Tortas. E falei com a turma. Puxa, o Senhor sabe mesmo. Viro a alça para a actualidade. Sobre os que aqui estão espalhados por todo este minúsculo quadrilátero e nas ilhas, são em quantidades industriais. Logo o Leovigildo, se eu acho que o Liedson tem lugar na selecção portuguesa. Já o Pepe e o Deco lá estão, naturalizadíssimos, por que não o Levezinho? É o que eu penso e eles aplaudem.

Bom, já vai longo o intróito, já passou das marcas, a procissão está de volta, a banda calou-se, os anjinhos, cansados, no colo dos pais, alguns perderam as asas. Pergunto o que há, nem miro a ementa. Se têm feijoada à brasileira? Não há. E então uma picanha na brasa, cortada fininha. Claro, chama-se Senhor do Bonfim mas é restaurante português, não é rodízio, nem tem farofa. Sabe Senhor, a cozinheira e a ajudanta são de Blumenau, não sabem de vatapá, de acajaré, desses troços baianos, de lamber os dedos, minha Nossa, tem dias que arriscam uma moqueca, mas mal amanhada. Sabem não. Então, o patrão que é Portuga, de Moimenta da Beira, nem virado paulista…



Comi umas caras de bacalhau, com grelos e batatas, cozidos. Com azeite e vinagre de galheteiro. E um ovo – também cozido.

(Também publicado em http://aminhatravessadoferreira.blogspot.com e http://splish-splash.dlogspot.com)

segunda-feira, março 09, 2009

BOTA SENTIDO


Às vezes apetece parar.

Apetece ir para um lugar bem distante para reflectir sobre tudo.

Nunca é possível fazermos o que realmente queremos?

Estaremos sempre dependentes de alguma coisa? Dinheiro, aprovações e eu sei lá?

Quando é que alguém se sente, mesmo livre?

Será que a liberdade existe mesmo?

Não quero ofender ninguém. Falo numa liberdade diferente da LIBERDADE que usufruo e que prezo muito.

Mas..gaita! Porque é que tem que ser tudo tão direitinho, tão apromadinho, tão cheio de protocolinhos? Porquê?

Já repararam que cada vez menos fazemos o que nos dá prazer?

E porquê?

Porque temos imposições.

Somos condicionados por milhares de coisas.

Formamos rotinas dentro da rotina e raramente nos permitimos a quebrá-la, porque isto ou aquilo pode acontecer e até mesmo fazer ruir tudo, como se de um castelo feito de cartas se tratasse e o facto de se mexer numa, das cartas, o castelo cai.

A vida não pode ser assim.

Uma vida assim é uma prisão.

Presos a isto, aquilo e a mais não sei o quê.

A prisão ganha proporções maiores quando não nos identificamos com o nosso trabalho.

É rara a pessoa que consegue trabalhar no que gosta. Uns levam numa boa, porque o que interessa é o dinheiro no fim do mês na conta e acabam por cumprir mais ou menos as suas funções. Outros não levam numa boa e passam o tempo, angustiados, a sonhar com o dia em que vão trabalhar em algo que lhes dará gozo e por consequência proporcionar um melhor serviço à entidade para quem trabalham, ou para eles mesmos se trabalharem por conta própria.

O que é que uma pessoa, que lutou quatro anos para que o seu negócio desse frutos e quase não teve férias, faz quando fecha o negócio? Resigna-se e anda para a frente. Custa? Muito. Que fazer? Andar para a frente. O trabalho que o espera é o que gostaria de ter? Não. Jamais. E então? Paciência. Nada a fazer. Trabalhar nisso e levar a vida.

Mas..e se essa pessoa não gosta de “levar” a vida, o que faz? Não sei.

Se essa pessoa gosta de ter uma vida e não uma vida levada, que faz? Não sei.

Ora..humm..

YA!


sábado, março 07, 2009

A arte de mal dizer




Grande parte dos Seres Humanos é artista do mal dizer.
São pessoas que gostam de criar intrigas, de falar mal dos outros sem qualquer razão.
Apenas lhes dá prazer ver as pessoas zangadas. Enfiam-se no meio, depois, como pacificadores e senhores do bem. Numa tentativa de parecerem os sensatos, os fixes!
Há mentes do catano.

As mentes, destes artistas, estão sempre em acção. Estão sempre a pensar na intriga seguinte e muitos vivem isso de uma forma tal, que podem ser chamados de mestres do mal dizer.
Dedicam-se a estudar qual o alvo do momento, o mais vulnerável. E atacam.
Penso que até devem fazer os planos numa folha, desenhando as ramificações e escrevendo os nomes dos alvos a abater.

Acabam sempre por se espalhar.
Isso não implica que não tenham deixado as suas marcas, e isso já os satisfaz.
É triste.

Há mentes, meus amigos, diabólicas.

MOZARTGUITAR

Pareço eu a desbundar a guitarra..

video

sexta-feira, março 06, 2009



VIDAVIVIDA

O menino vê


Antunes Ferreira
P
assam os dois, de braço dado, cada um com a sua bengala branca, retráctil. São um casal de cegos. Hoje usa dizer-se invisuais, termo que se afirma politicamente correcto. Para mim, politica e socialmente errado. Disse-me um dia, o Presidente da ACAPO que a denominação era Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal. Mais nada.

Costumo vê-los quando vou à barbearia do Sr. António, que fez tropa em Angola, tal como eu, e mais ou menos pela mesma altura. Temos conversado muito sobre a guerra colonial, estúpida e criminosa como todas elas. Adiante. Sentado na cadeira plástica (antes eram metálicas) a fingir que é cromada, enquanto me rasoira a cabeça e apara a pêra, lembramos os camuflados, as G3, os burros do mato, emboscadas, golpes de mão, eu sei lá que mais. Em troca de tais convívios ofereci-lhe no Natal o meu «Morte na Picada». Adorou e levou uns tantos amigos a comprar.

Volto ao casal de cegos. Explica-me o Sr. Martins da loja de electricidades – ainda há, ainda há, interruptores, fichas machas, fichas fêmeas, bornes largos, bornes finos, caixas de derivação, campainhas, cabos eléctricos anilhas de aperto, cola para pegar os cabos nas paredes, não são precisos pregos, furos, abraçadeiras – que são um casal feliz, ele cego de nascença, ela cegou quando tinha dez anos.

São verdadeiros mestres na arte arriscadíssima de atravessar as ruas. Junto aos semáforos, pois claro, o sinal sonoro ajuda, as zebras também ajudam, há cidadãos que igualmente ajudam. Chamo a isso solidariedade ou, ainda que nada tenha a ver com a religião, amor ao próximo.

Hoje, porém, estam mais alegres e mais cuidadosos. Entre os dois levam de mãos dadas um puto dos seus seis, sete anos. Solícito, o Sr. António, solícito o Sr. Martins: é o filho deles, o Márito, que foram buscar à escola, há por lá mais uma confusão qualquer com os professores, greves, manifestações, exigências.

Para este casal cego isso é a felicidade. Leio-lhes na cara, nos olhos sem pupilas, no sorriso espalhado pelas faces essa felicidade de terem o catraio com eles. E atravessam com mais cuidado. Não querem que suceda qualquer coisa má ao menino deles. Que vê.

(Também publicado em A Minha Travessa do Ferreira e Splish-Splash)

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quarta-feira, março 04, 2009



PINTADO DE FRESCO
O Senhor Chapelaria

Antunes Ferreira
O cavalheiro entrou-me no gabinete, previamente anunciado pela minha recepcionista e depois de uma pequena espera de três horas e meia. A consulta estava marcada para as sete da tarde e comecei a atendê-lo às vinte e duas e trinta e quatro (TMG). Prática, de resto, habitual e corriqueira na esmagadora maioria dos consultórios da nossa praça. Quem paga os euros é o cliente, perdão, o doente, donde é ele que espera. Ah, os homens são todos iguais, só que uns mais iguais do que os outros. Não me lembro quem disse isto, mas também não tem importância.

Já se aperceberam de que sou médico. Especialidade – psiquiatra. Exerço no Júlio de Matos, mas dou, ainda, consultas particulares. O que também é prática disseminada por aí. O trivial. O SNS é uma coisa porreira, mas o privado é mais rentável. Juntos, são excelentes. Para os clínicos, obviamente. Os consulentes não concordam, estou seguro. Mas, que fazer? Escolheram, pagam. Hoje em dia, a minha ajudante nem pergunta: é logo o recibo verde, que, por acaso, é cinzento. As Finanças são o que a gente sabe.

Até já podia estar reformado, mas essa estória dos anos de serviço que foram aumentados, lixou-me. Quando um cidadão pensava que já tinha direito a, logo veio uma nova lei a tramá-lo. Mas, nestas cenas, não há nada como realmente. Os anos vão custar a passar, mas passam. Na tropa, diziam «isso incha, desincha e passa». Bons tempos enquanto alferes miliciano. Mas, depois, foi a porra da nova chamada às fileiras, como tenente-coronel, milicianíssimo, claro. Havia falta de clínicos para acompanhar a carne para canhão.

O consultório é na Avenida Pêro de Alenquer, na placa da rua pode ler-se navegador. Na verdade, o que o tipo foi – foi piloto. Alto lá. Não tem nada a ver com o Lamy, esse é Pedro, já passou pela F1, hoje anda por outras provas e marcas. Só que o Pêro pilotava naus, nos finais do século XV, foi o condutor do Bartolomeu Dias a derrapar no Cabo das Tormentas, depois da Boa Esperança. E ainda foi o cidadão que dirigia a São Gabriel de um tal Vasco da Gama, não sei se conhecem. E o levou à Índia.

O Pedro é mais Le Mans e Nurbring, coisas dessas, depois da Lotus e da Minardi e começou no século passado, continuando neste. Não sei se tem nome de rua, de avenida não creio, mas quem sabe? Para não falar no Tiago Monteiro que também andou pela Fórmula 1, mas curou-se. A Diana Pereira, sua companheira e modelo, diz que ele não corresponde ao nome. O piloto, sabe-se lá por que bulas é Vagaroso… Para corredor auto, convenhamos que. Esclareço: Tiago Vagaroso da Costa Monteiro, nado e criado no Porto, de seu nome completo.

Um esclarecimento. Sou louco pelas corridas de automóveis, como já viram e estão a ver. Em puto conheci o Juan Manuel Fangio e o Stirling Moss, ases máximos do volante como então se dizia. Autógrafos são à patada. O circuito de Monsanto – um deslumbramento. Depois foi o Fitipaldi, o Senna, o o Jacky Ickx, o Villeneuve, o Piquet, o Mansell o Schumacher, o Alonso, o Hamilton … Cada maluco com a sua mania.

Bom, carregue-se na embraiagem para mudar de tema e volte-se ao paciente. Primeira consulta, ficha nova. Antes cuidadosamente manuscrita, ainda tenho muitas, hoje teclada em computas que tenho do lado direito da minha secretária. Porém, o homem parece-me um tanto nervoso. O que o trás por cá? Olhe doutor, é o meu nome. Ah sim? Já agora, diga-mo para eu o meter na ficha informatizada.

É justamente isso, doutor. Cheguei a director-geral num Ministério e agora o raio do nome ainda é pior!... Pior? Mas, não é o mesmo? É. Passo a explicar. Chamo-me Chapelaria da Moda, 124-126, Rua da Assunção, Lisboa. Esbugalho os olhos por trás das dioptrias. Como? Que disse? Ele, com um sorriso sardónico, o que disse é que me chamo Chapelaria da Moda, 124-126 Rua da Assunção, Lisboa.

Psiquiatra sim, mas tanto não. Mas como raio assim é? Ele, cada vez mais nervoso, eu quero que o doutor me passe um papel justificativo para ir ao Registo Civil mudar de nome. Um atestado de sanidade mental, uma certidão de como me encontro em plena posse das minhas faculdades mentais, uma papeleta dessas, para levar aos gajos.

Tudo bem. Mas, uma curiosidade, só… Já sei, doutor, já sei, sempre a eterna pergunta. Foi assim: o meu pai e a minha mãe (recordo que não havia televisão naqueles tempos) alguma coisa teriam de fazer para entreter as longas noites, em especial as invernais. Um tio-avô dizia que eram sim infernais. Mas bocas vilipendiosas sempre houve, há e haverá muitas. E o tio-avô foi pregar para outra freguesia, ainda que sem sotaina nem cabeção branco.

Assim, foram produzindo – filhos. E filhas, naturalmente. Tudo gente sã, naturais os sarampos, as bexigas, as rubéolas, os gânglios, as papas de linhaça, o xarope de cenoura, as inalações do Vick diluído em água quente, as aspirinas e já para o fim, a penicilina. Sim, porque a prole em escadinha já atingira os intes. Eram vinte e um. Até que vim eu ao Mundo. Um tanto serôdio. Pararam em mim, tinham chegado aos 22.

Havia nomes para todos os gostos, medidas e feitios. Dos corriqueiros António, Pedro, João, Maria, Paula, Leonor, até ao Moisés, Diocleciano, Epaminondas, Gertrudes, Florlinda, Gumerzinda, eu sei lá. E ao neófito, que nome lhe haviam de prantar. Estavam quase esgotadas as listas disponíveis tradicionais, o florilegium sanctorum caíra em desânimo depressivo, de tão solicitado.

Meu pai não foi de modas. Trouxe o seu chapéu de cerimónia, estilo Humphrey Bogart e cortou à tesoura uma série de quadradinhos de papel onde o pessoal escreveu as mais diversas sugestões de nome para o neófito. Meteram-nos na copa do sombrero e o mais novito que me antecedia, meu irmão Florimundo, na altura com quatro anitos incompletos, meteu a mão na papelada previamente embaralhada para que não houvesse batota.

O anjinho tirou o papel que agarrara em primeiro lugar e a Josefa, a mais velha, 28 anos, casada e divorciada, de esperanças sabia-se lá de quem, leu. E disse: o menino vai chamar-se Chapelaria da Moda, 124-126, Rua da Assunção, Lisboa. Valeu-me que naquele tempo ainda não existia o código postal, se não o nome compridote ainda seria mais longo. Topou, doutor? O Florimundozinho, tadinho, agarrara o rótulo do chapéu que, com tantas voltas e reviravoltas, se soltara do fundo da copa. Assim fiquei, assim me registaram, assim conseguiram os meus progenitores, católicos praticantes e tementes a Deus, que o prior Francisco me baptizasse. É tudo.

Eu seja ceguinho se não lhe passei cinco papeis diferentes, todos eles coincidente, desde o atestado até à certidão, passando pela declaração, pela informação e por uma recomendação. O homem nunca mais voltou. Mas, pagou a consulta, guardou o recibo para o IRS e só não esportulou o preço do papel selado, porque já não há. O Simplex é um grande avanço, nestas coisas administrativas e burocráticas.

NOVA «CABEÇA»
Esta nova «cabeça» precisa de explicação. As estórias que a integram desde hoje são mais velhas do que a Sé de Braga. Ou seja têm barbas maiores do que as do Dom João de Castro. Aos que as conheciam – as minhas mais sinceras desculpas pela melguice. Permito-me, porem, pintá-las de fresco. É assim.


(Também publicado no http://aminhatravessadoferreira.blogspot.com , no http://splichsplach.blogspot.com e noutros)

GANDA MISCELÂNEA




"Não vás por ai!", gritaram, mas de nada adiantou.
Ela queria falar de gays e gordos ou de um toino qualquer que andava sempre a cair e caia em precipícios, mas não eram precipícios normais eram poços de merda senhores. De merda! AHAHAHAHAHAHAH!
Ou então, por um vídeo de gatinhos fofinhos.





Mas não.
Eu queria escrever sobre a arte de bem amassar o pão.
E por um vídeo sobre padeiros.



Não chegamos a um consenso ainda..

Que fazer?

Humm..

Falemos de pássaros!

terça-feira, março 03, 2009

Já chegámos à Madeira?

Quanto indica a balança?

A resposta à pergunta «Quanto indica a balança?» deverá ser dada [aqui] até às 20h de quarta-feira, dia 4 Fev 09. Se o vencedor for leitor do Cuaoléu, já sabe que ganhará um prémio adicional.




SALADA DO DIA

Parabens Bernardo!!!




Antunes Ferreira
Acabo de receber o teu imeile dando conta aos Amigos de que já arranjaste trabalho - que não é, não pode, nem deve ser... emprego. As minhas mais sinceras felicitações. Bué da fixe!!! Cada vez menos haverá deste último, que se vai tornando um dinossauro em vias de extinção. Agora quanto a trabalho - há que aproveitar todo o que apareça desde que seja honesto e de acordo com a consciência de cada um.

Nós, os Portugas, temos de estar atentos e preparados para isso. Não há muitas mais alternativas. Aliás, nem muitas, nem poucas. E se é verdade que ninguém enriqueceu a trabalhar, também o é no que concerne ao que temos de «esfolar» para ganhar a vida, sem nos envergonharmos de nós próprios. Eu, pelo menos, tenho sempre assim procedido. Por isso, não estou... rico.

E não podemos utilizar a velha bitola de que há certos trabalhos que são bons - para os outros. Mas que, para nós não servem. Não se «coadunam»connosco... Levámos anos a ser esses outros, depois de nos safarmos deste nosso País - a salto. O que fizemos por Franças e Araganças é hoje o que fazem os imigrantes que aqui se encontram.

Isto não quer dizer que se embarque em discursatas do tipo «deixem-me trabalhar, deixem-me trabalhar, deixem-me trabalhar!!!» De palavras e slogans estamos cheios. Basta! Quem quer trabalhar - trabalha. Não precisa que o deixem fazer...

Tentei algumas diligências para te ajudar, meu caro Bernardo. Não quero que me agradeças, porque delas resultou o zero. Estou velho, reformado e pretendem que arquivado - dizem. Não precisaste, felizmente, desta pobre contribuição para o nada. Porém, sempre que deres um alerta, tentarei acompanhar-te e apoiar-te. Podes crer. A solidariedade é fundamental. E imprescindível.

Um abração, meu Amigo Bernardo

segunda-feira, março 02, 2009

Isto não é trapo!

Isto não é um trapo! É uma obra que sobra das "n" pinturas que tenho feito! Estará disponível apenas depois da minha "partida" que espero não seja breve! Incrível ser possível amar um trapo mas aconteceu comigo! Adoro-te, trapo! Amo-te, trapo dum caralho! És tudo para mim, és o meu melhor amigo, és a minha paixão! Inda por cima és multifacetado!

P.S.: Desculpa cu mas não resisti a publicar aqui este post!

BOTA SENTIDO


Em ti.

Nos teus.

No país.

No planeta.

Na via láctea.

Quando achares que está tudo perdido, repara no que de novo surgiu nesse dia. Uma notícia, uma planta, um carreiro de formigas, qualquer coisa e vês que não tens nenhuma hipótese de afirmar que tudo está encalhado e acabado.

Olha bem nos olhos dos teus mais queridos e diz-lhes algo simpático. Não te caí nada.

Repara na tua sociedade e aprecia o que tem de bom, não fales sempre do que está mal.

Reflecte sobre o planeta que vives, vais te aperceber de quão perfeita a nossa natureza é.

Move a cabeça. Olha para o céu e imagina a actividade que se passará no exterior do teu mundo e verás como é fascinante cá estar.


NOVO ALBÚM DOS U2 "NO LINE ON THE HORIZON"



U2 - " GET ON YOUR BOOTS "

domingo, março 01, 2009

ESCREVER


Penso constantemente, porque é que não escrevo nada que realmente me agrada?

Se eu identifico os textos bons dos maus, se eu e todos o conseguem, porque é que não hão-de começar pelos maus? Cheios de lugares comuns, pirosises, banalidades e porcarias em geral?

Afinal, quando aprendemos a escrever não tivemos todos de aprefeiçoar a letra? Quando começamos a andar, não tivemos que melhorar o equilíbrio? No fundo é uma questão de equilíbrio. Encontrá-lo. Quando nos sentimos equilibrados, estamos seguros. Na escrita é o mesmo.

Equilibrar a escrita.

Até lá, vamo-nos esforçando por não nos estatelarmos no chão. É certo que vamos cair, tropeçar e o malhanço é inevitável. Paciência. Havemos de lá chegar. Chegaremos ao ponto que nos sentimos confortáveis para continuar.

Nessa altura, há-de vir sempre alguém dar-nos encontrões. É a triste realidade. Ou porque a inveja se manifesta ou por puro gozo. Sim, puro gozo. Há-os que só conseguem ter prazer e sentir-se satisfeitos quando vêem os outros mal. Deve amenizar a estupidez que lhes foi cinada. Paciência. Nada a fazer. Apenas não dar crédito, é o melhor a fazer.

Contudo, temos de ser realistas e ouvir. Ouvir os que sabem e têm a frontalidade de nos dizer: “ Não és talhado para isto. “. Temos mais é que aceitar e trabalhar em algo novo. Descobrir algo que nos dê o mesmo ou mais prazer.

Para quem escreve, pinta, dança, compõe e etc.. é muito importante que esteja rodeado de pessoas honestas e com sapiência, que saibam dizer, sem rodeios: “ O que fizeste é uma treta. “.

Acredito e sei que é difícil ouvir tais comentários. Mas só nos fazem bem. Quem os diz é sincero e amigo. Faz com que acordemos de uma ilusão e passemos à realidade.

Como eu gostava de saber escrever.